Destaques

Na úlima quinta-feira, dia 10 de dezembro de 2015, o Ministro da Saúde, Sr Marcelo Castro, anunciou a substituição do Coordenador Nacional de Saúde Mental, Roberto Tykanori. Quem irá assumir o cargo, já na próxima semana, é o Dr Valencius W. Duarte Filho, ex-diretor da Casa Saúde Doutor Eiras em Piracambi, maior manicômio da América Latina.

Diante da não aceitação dessa indicação, as representações sociais do movimento da luta antimanicomial decidiram fazer uma Manifestação Nacional em defesa de Reforma Psiquiátrica. Em Salvador, o ato foi denominado como "Abraça a RAPS", a ser realizado no dia 14 de dezembro de 2015, às 13h, na Praça do Campo Grande. 

A Associação dos Defensores Públicos do Estado da Bahia e a Ouvidoria Pública do Estado da Bahia convidam para a audiência pública "O papel do defensor público para o povo baiano", no dia 01 de dezembro de 2015, às 9h, no Auditório Jutahy Magalhães da Assembleia Lesgislativa da Bahia - Centro Administrativo da Bahia.

Evento "Impasses na RAPS: atos administrativos-disciplinares são aplicáveis aos usuários da Rede de Atenção Psicossocial?

São legais? São legítimos? São necessários?"

Quando? 01 de dezembro de 2015
Que horas? 14hs
Onde? Auditório da Defensoria Pública do Estado da Bahia (Av. Pedro Lessa, 123 – Canela)

Realização: Laboratório de Estudos Vinculares e Saúde Mental (LEV)
Parceria: Centro de Estudos e Terapia do Abuso de Drogas (CETAD/UFBA)

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Em 2008, quase vinte anos após a sua fundação, o pioneiro CAPS ITAPEVA, na região da Av. Paulista "suspendeu" um usuário, de nome Lourival, de "ingressar" nos espaços físicos da instituição - que diga-se de passagem estava na época sob administração do uma OS. Lourival foi "suspenso" das atividades e proibido de acessar á área física do mesmo por recomendação da equipe+direção. Reagia assim a equipe ás demonstrações de "falta de limites" manifestadas nos comportamentos e atitudes do mesmo. Várias pessoas testemunharam os efeitos que isto operou sobre o usuário que era muito vinculado ao CAPS e tinha ali uma das referencias importantes para a sua existência, naquela época. Por isso durante vários dias,, inconformado, ele ficou rondando pela área, fazia tentativas de burlar a proibição (que era assegurada pelos vigilantes) buscava contato com outros usuários amigos e com técnicos aliados, sem obter sucesso. Neste processo de perambular Lourival morreu atropelado num viaduto que fica nas proximidades deixando indagações se ele teria se jogado lá de cima, sido empurrado como efeito da violência urbana ou caído acidentalmente. Certamente a verdade não será conhecida jamais... Mas desde então me persegue uma interrogação sobre as utilizações que os serviços da RAPS tem feito destes significantes em relação a alguns sujeitos particularmente de difícil manejo: "suspensão", "alta administrativa", "interdição da obtenção de alimentos" e condicionamentos morais para usufruto de alguns dos recursos dos serviços. Recentemente, no âmbito do nosso projeto "Qlínica, com quê?", está temática foi trazida pelos colegas de uma unidade de saúde mental e resultou em profícuas reflexões sobre os manejos clínicos com os usuários nomeados como "difíceis" . À luz destas reflexões surgiu a iniciativa de promovermos como atividade de encerramento do nosso ano, um seminário ampliado que contará com três momentos.
Na primeira mesa com operadores do Direito vamos esclarecer sobre a legalidade destas condutas profissionais á luz da Lei 10 216 e dos princípios constitucionais do contraditório e do amplo direito de defesa. No segundo momento vamos debater , numa roda de conversas a questão politica do manejo das relações de poder e os direitos humanos, com profissionais, usuários e gestores. No terceiro tempo vamos abordar a questão das referencias clínicas e procedimentos que poderiam vir ao auxilio dos técnicos para uma clinica eticamente sustentável.

Mais uma vez convidamos aos nossos colegas da RAPS baiana, e de Salvador especificamente, para mais um momento de reflexões que possam fortalecer o fazer clinico e avançar aspetos teóricos e técnicos.

COM MUITO PRAZER E ALEGRIA, ESPERAMOS AS SUAS PRESENÇAS!

Prof. Marcus Vinicius de Oliveira

 

 
 

Aliança de Redução de Danos Fátima Cavalcanti (ARD-FC/FMB/UFBA) abre seleção para curso gratuito de Pós-Graduação



Até o dia 30 de novembro, a Aliança de Redução de Danos Fátima Cavalcanti – ARD-FC, Programa de Extensão Permanente do Departamento de Saúde da Família da Faculdade de Medicina, Universidade Federal da Bahia – UFBA recebe inscrições para o Curso de Especialização “Teoria e Práticas Clínicas em Atenção Psicossocial aos Usuários de Substâncias Psicoativas”, pós-graduação Lato Sensu. O curso, totalmente gratuito, é fruto da parceria com a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas – SENAD e visa formar especialistas na atenção integral às pessoas que consomem crack e outras drogas e seus familiares. São 50 vagas para profissionais de assistência social, saúde, educação, justiça, segurança e áreas afins, da rede pública ou de instituições sem fins lucrativos de utilidade pública. O diferencial deste Curso consiste na participação dos alunos em atividades de prática supervisionada, que incluem intervenções de campo, grupos e oficinas, reunião de equipe e para elaboração do Plano Terapêutico Singular (PTS), matriciamento com atenção básica e observação das atividades do Serviço.

 Sob a coordenação do Prof. Dr. Tarcísio Matos de Andrade, a Aliança realiza, desde 2004, ações de redução de danos ao uso nocivo de drogas, no Estado da Bahia. Constituída a partir do desmembramento do corpo técnico e dos projetos executados pelo Programa de Redução de Danos do Centro de Estudos e Tratamento do Abuso de Drogas – CETAD, a Aliança é uma referência nacional e internacional em programas de prevenção, capacitação e pesquisas relacionadas ao campo do consumo de drogas.

O Projeto do Curso de Especialização, o Edital e a Ficha de Inscrição estão disponíveis, até 30 de novembro, no site da Faculdade de Medicina da Bahia http://www.fameb.ufba.br/



Informações

cursodeespecializacao.ardfc@gmail.com

Fone: (71) 3283-5547

Colóquio Maconha, Políticas Públicas e Saúde

Data: 27 de novembro de 2015
Local: Auditório do PAF 1, no Campus de Ondina da Universidade Federal da Bahia
Horário: das 9:00 às 19:00 horas. 




O evento, de caráter acadêmico e científico, pretende discutir as questões relacionadas às políticas públicas de saúde com o foco na Maconha como uma alternativa de tratamento para diversas doenças. Ao final, será discutido um documento a ser enviado às autoridades, em especial à ANVISA, para que as mesmas reconsiderarem, em todo o território nacional, algumas premissas em relação aos elementos químicos da planta e de suas respectivas propriedades medicinais.



Inscrições no email: beck@ufba.br



Realização:
Grupo Interdisciplinar de Estudos Sobre Psicoativos - GIESP


Base em Estudos Canábicos - BECk

Ao Dia Nacional de Zumbi dos Palmares e da Consciência Negra a Defensoria Pública do Estado da Bahia realizará o lançamento do Diversidade na Rua

 

Participação:

Jean Wyllys  - Deputado Federal

Maria Lúcia dos Santos Pereira –Membro da Coordenação Nacional da População em Situação de Rua

Monique Evelle - fundadora da rede Desabafo Social

Fabiana Miranda – Defensora Pública de Direitos Humanos e Coordenadora da Equipe Pop Rua

Silvia Teles e Mafá Santos – Equipe Pop Rua/Diversidade na Rua

 

Atrações:

Feminária Musical: “Somos todas Cláudia” 

Orquestra Sinfônica da Bahia  - OSBA

 

Quando? 20 de novembro

Horário? 13:30hs às 17hs

Onde? R Pedro Lessa, n 123 - Canela - Defensoria Pública do Estado da Bahia - Auditório da ESDEP

 

Inscrições no local
(com certificado)

Evento aberto ao público (capacidade de 300 lugares)

Data: 25 de Novembro de 2015

Horário: 9h às 17h

Local: Sede do Ministério Público do Estado da Bahia - Auditório J.J Calmon de Passos. (Avenida Joana Angélica, nº 1312, térreo. Nazaré - Salvador - Bahia).

Para expor ideias, fatos ou sugestões, cadastrar-se exclusivamente pelo e-mail caodh.projetos@mpba.mp.br, até 20 de Novembro de 2015.

Evento "Impasses na RAPS: atos administrativos-disciplinares são aplicáveis aos usuários da Rede de Atenção Psicossocial?
São legais? São legítimos? São necessários?"

Quando? 01 de dezembro de 2015
Que horas? 14hs
Onde? Auditório da Defensoria Pública do Estado da Bahia (Av. Pedro Lessa, 123 – Canela)

Realização: Laboratório de Estudos Vinculares e Saúde Mental (LEV)
Parceria: Centro de Estudos e Terapia do Abuso de Drogas (CETAD/UFBA)

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Em 2008, quase vinte anos após a sua fundação, o pioneiro CAPS ITAPEVA, na região da Av. Paulista "suspendeu" um usuário, de nome Lourival, de "ingressar" nos espaços físicos da instituição - que diga-se de passagem estava na época sob administração do uma OS. Lourival foi "suspenso" das atividades e proibido de acessar á área física do mesmo por recomendação da equipe+direção. Reagia assim a equipe ás demonstrações de "falta de limites" manifestadas nos comportamentos e atitudes do mesmo. Várias pessoas testemunharam os efeitos que isto operou sobre o usuário que era muito vinculado ao CAPS e tinha ali uma das referencias importantes para a sua existência, naquela época. Por isso durante vários dias,, inconformado, ele ficou rondando pela área, fazia tentativas de burlar a proibição (que era assegurada pelos vigilantes) buscava contato com outros usuários amigos e com técnicos aliados, sem obter sucesso. Neste processo de perambular Lourival morreu atropelado num viaduto que fica nas proximidades deixando indagações se ele teria se jogado lá de cima, sido empurrado como efeito da violência urbana ou caído acidentalmente. Certamente a verdade não será conhecida jamais... Mas desde então me persegue uma interrogação sobre as utilizações que os serviços da RAPS tem feito destes significantes em relação a alguns sujeitos particularmente de difícil manejo: "suspensão", "alta administrativa", "interdição da obtenção de alimentos" e condicionamentos morais para usufruto de alguns dos recursos dos serviços. Recentemente, no âmbito do nosso projeto "Qlínica, com quê?", está temática foi trazida pelos colegas de uma unidade de saúde mental e resultou em profícuas reflexões sobre os manejos clínicos com os usuários nomeados como "difíceis" . À luz destas reflexões surgiu a iniciativa de promovermos como atividade de encerramento do nosso ano, um seminário ampliado que contará com três momentos.
Na primeira mesa com operadores do Direito vamos esclarecer sobre a legalidade destas condutas profissionais á luz da Lei 10 216 e dos princípios constitucionais do contraditório e do amplo direito de defesa. No segundo momento vamos debater , numa roda de conversas a questão politica do manejo das relações de poder e os direitos humanos, com profissionais, usuários e gestores. No terceiro tempo vamos abordar a questão das referencias clínicas e procedimentos que poderiam vir ao auxilio dos técnicos para uma clinica eticamente sustentável.

Mais uma vez convidamos aos nossos colegas da RAPS baiana, e de Salvador especificamente, para mais um momento de reflexões que possam fortalecer o fazer clinico e avançar aspetos teóricos e técnicos.

COM MUITO PRAZER E ALEGRIA, ESPERAMOS AS SUAS PRESENÇAS!

Prof. Marcus Vinicius de Oliveira

 

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